quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ode à Figueira...entre solidão que para mim é condição.

só, escrevo,
um relevo
de vales e montes,
feitos vida
por vezes vivida com alegria,
outras com melancolia,
entre suspiros doces,
com sabor a café,
aqui mesmo de pé,
ou além sentada,
do monte ao sopé.

só, sempre só,
pois é minha condição,
faço o que digo
e não vou atrás,
de subterfúgios,
refúgios de sentidos,
desmedidos,
entre ti e a felicidade.
Dá-me espaço,
respeita-me,
não atropeles os meus sonhos,
porque não faço isso contigo,
vai,
procura companhia,
entre ti e a melancolia,
pois és perito,
em fazer o dito por não dito,
afinal és figueira,
com tendências a sugar,
açúcar,
para os seus figos,
perigos discretos,
pois rompem e corrompem
os teu intentos,
e revestidos de verde,
têm dentro alma de mafarrico.
ah como tu gostavas de ser rico,
mas riqueza é pureza,
é saber e dar,
repartir e preterir,
entre tudo o Mundo,
é ter mente aberta e desperta,
para conhecimento e
figueiras deveras
interessantes e não pedantes.

6-06-2012

Elsa Pereira


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